02/06/2017 - REPRODUÇÃO

Posso escolher o sexo do bebê?


No Brasil é proibido a aplicação das técnicas de reprodução assistida com o objetivo de escolha do sexo do bebê

 

A escolha do sexo do bebê é um tema que ainda dá muito pano pra manga. Com a evolução das técnicas de reprodução assistida, é possível fazer um estudo genético em todos os cromossomos, descobrindo o sexo dos bebês.

Em determinada fase do desenvolvimento embrionário, normalmente no 5° dia de desenvolvimento no laboratório, na chamada fase de blastocisto, é realizada uma biópsia no embrião. Esse material é enviado para análise cromossômica e, por consequência, se descobre os pares dos cromossomos sexuais.

Muitos pesquisadores acreditam que essa escolha levaria a um desequilíbrio de gênero na população, fato contestado em outras pesquisas.

 

Este método é viável?

Assim como em outros países, no Brasil é proibido a aplicação das técnicas de reprodução assistida somente com o objetivo de escolha do sexo do bebê. Nos países onde o procedimento é realizado não existe uma proibição explícita, ou então é feito à margem da lei.

A norma do Conselho Federal de Medicina do Brasil proíbe a seleção do sexo ou qualquer outra característica biológica do futuro filho, exceto quando se trate de evitar doenças ligadas ao sexo. Portanto, o médico que o faz sem a devida indicação, está infringindo normas técnicas e éticas.

Em casais que tenham risco de doenças genéticas que só ocorrem no sexo masculino, como por exemplo a hemofilia ou distrofia de Duchenne, o procedimento pode ser realizado.

No exercício da medicina, o médico deve seguir integralmente todas as normas e preceitos éticos que regem a profissão e que são determinadas pelos Conselhos Regionais e pelo Conselho Federal de Medicina. Contudo, a postura dos médicos que trabalham na área de reprodução humana diante de casais que os procuram exclusivamente com a intenção de realizar o procedimento para seleção de sexo do futuro filho, deve ser de pesquisar se existe alguma doença genética na família que justifique o exame e, caso não exista essa condição, explicar e mostrar a norma que proíbe esse desejo do casal, e portanto, não realizá-la.

Este é um tema que ainda vai continuar gerando grande polêmica com discussões médicas, antropológicas e religiosas. Teria algum problema um casal que tem vários filhos do mesmo sexo recorrer às técnicas de reprodução assistida? Os riscos mesmo baixos das técnicas reprodutivas devem ser um fator impeditivo? A medicina deve ser usada com uma finalidade de mero desejo ou capricho? Essas são questões que devem ser discutidas por todos envolvidos nesse processo, médicos, pacientes, juristas, religiosos e, dificilmente se chegará a uma conclusão definitiva.

 

Fonte: minhavida.com.br


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