O que realmente importa?



Hoje as pessoas estão mais vaidosas, não que antes não fossem, mas hoje em dia com todos esses aparatos tecnológicos, estudos de moda e etc, as pessoas estão se cuidando mais. As academias estão sempre lotadas, os salões de beleza amarrotados de pessoas, as clínicas de estética lucrando cada vez mais, o que demonstra explicitamente que as pessoas estão mais vaidosas e talvez se amando mais. Porém a pergunta é: a aparência está melhorando, mas e o interior das pessoas?

Na corrida pelo corpo perfeito, pela aparência impecável muitos desistem e morrem.  Entram em um caminho sem fim, mas o mais sério é que muitas pessoas focam no exterior e esquecem-se do interior. Deixam de amar pela aparência, de se relacionarem por medo do que a sociedade irá dizer, vivem em função delas por se acharem perfeitas demais quando na verdade são tão imperfeitas quanto às outras pessoas.

Enquanto as pessoas tiverem preocupadas com a cor da pele, estrutura corporal, orientação sexual, condições financeiras, a nossa sociedade será cada vez mais doente e distante do que todos querem: a paz mundial. 

Eu não estou dizendo que as pessoas não podem se cuidar, melhorarem sua aparência, apenas estou fazendo apologia a ideia de que a beleza física só realmente importa quando interiormente está tudo bem. Quem de nós nunca idealizamos uma pessoa que se mostrou ao contrário de tudo que acreditamos? Era linda por fora e “feia” por dentro? 

Que as relações interpessoais não são perfeitas todos sabemos, pois as nossas limitações humanas declaram bem isto, porém as relações com as pessoas podem ser melhoradas. Devemos nos relacionar com os mais diversos tipos de pessoas, pois não somos donos de uma verdade absoluta. Nós nascemos totalmente ignorantes e vamos deixando de ser assim conforme vamos nos relacionando com a sociedade.

Voltando à questão inicial, será que vale apena mesmo conquistarmos não só a beleza estética, mas fama, sucesso e deixarmos nosso interior mal cuidado? O que adianta conquistar o mundo lá fora e não denominarmos nossas próprias vidas? Talvez precisamos parar e reflitir, pois às vezes conhecemos muitas pessoas e não nos conhecemos tão bem quanto pensamos ou nos dedicamos demais as questões estéticas do que as questões interiores tais como: ser compreensivo, amoroso, ter compaixão, saber perdoar. Faça um balanço na sua vida e reflita sobre o que você está cultivando, sobre as perdas e o que você pode fazer para se tornar melhor.


William Asaph

 



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