Aluno é condenado a pagar R$ 20 mil no caso “Rodeio das Gordas”


Estudantes da Unesp de Assis foram identificados como organizadores do “rodeio”


O Ministério Público (MP) condenou um dos estudantes envolvidos no episódio do “Rodeio das Gordas”, realizado durante o InterUnesp de 2010, a pagar indenização de 30 salários mínimos, ou R$ 20,3 mil, por danos morais coletivo. O dinheiro será recolhido ao Fundo Estadual de Reparação dos Interesses Difusos Lesados, ligado à Promotoria de Justiça. Em 2011, o estudante se negou a fazer acordo com o MP e foi processado. A ação civil pública tramitou na 2ª Vara Cível de Araraquara.

Os outros dois estudantes envolvidos na organização da competição, que consistia em agarrar e montar nas estudantes obesas para ridicularizá-las em público durante o evento da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Araraquara, assinaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) em outubro de 2011. Eles doaram 20 salários mínimos em cestas básicas cada um para três instituições assistenciais da cidade e se comprometeram a não incentivar práticas de cunho discriminatório. Com isso, eles escaparam do processo.

O “Rodeio das Gordas” foi realizado durante os dias 9 e 12 de outubro no InterUnesp 2010, em Araraquara, que reuniu 15 mil estudantes da Unesp. Os envolvidos identificados pelo MP eram alunos do campus Assis e organizaram e discutiam o “rodeio” via Orkut. Na festa, eles se aproximavam das meninas nos locais das competições como se estivessem interessados nelas. Em seguida, as agarravam e ficavam sobre elas o máximo de tempo possível, simulando uma montaria. Acredita-se que cerca de 50 estudantes participaram do “rodeio”.

Na rede social, os estudantes criavam regras para o jogo, como estipular o tempo máximo de permanência sobre as garotas. A denúncia foi feita por testemunhas do caso, que chegaram a criar um movimento contra o bullying, mas nenhuma vítima chegou a registrar criminalmente contra os agressores para não se tornar conhecida como a gorda do rodeio. Algumas abandonaram o curso por conta da humilhação pública.

 


Página do Orkut que foi criada, onde ofendia as alunas que estavam acima do peso (Foto: Reprodução/Orkut)

 
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