Certa vez andava o pensador pela rua e seu amigo perguntou-lhe se ele considerava-se um sábio. Com um sorriso simpático o pensador respondeu que era um filósofo não um sábio.
Hoje poderia parecer uma resposta um tanto prepotente. Porém se filosofia em seu sentido etimológico significa amigo (philos) da sabedoria (sophia) o pensador foi bastante humilde em considerar-se não um sábio, mas sim um amante do saber.
Ser amante do saber é ter a percepção de que a arte do conhecimento não é algo dado pronto, senão uma tarefa, um caminho a conquistar. Reconhecer que a sabedoria é um caminho corresponde a aceitar que outras pessoas também têm a possibilidade de trilhar tal via.
Muita gente por aí realmente pensa que sabe tudo, e que os outros são ignorantes por não concluir um nível superior, por não dominar a arte de falar em público, por não frequentar os melhores colégios ou até por não vestir determinada roupa. Cada vez parece que o conhecimento é propriedade das elites.
Pode ser interessante notar que muitas vezes o terno e gravata são mais importantes que o conhecimento de mundo das pessoas. Assim a embalagem torna-se mais fundamental que o produto. E acabamos vivendo numa sociedade de mera aparência em que as pessoas têm valor pelo que possuem e não pelo que são.
A maior fonte de conhecimento se encontra na enciclopédia da vida, em que a cada um de nós compete a tarefa de moldar sua própria história. Nós mesmos usamos cotidianamente o ditado “Vivendo e aprendendo!”. A vida é a nossa eterna escola.

Por: Danilo Janegtiz










