10/08/2017 - ARTIGO

Tempos melhores!


 


Ainda há indicativos para alimentar alguma esperança de tempos melhores
 

Os noticiários trazem num momento notícias alarmantes que agravam ainda mais a crise, em outros a impressão é de que estamos vivendo o início de tempos melhores. De um lado, está a crise na saúde, educação, segurança, desemprego. E, de outro lado, melhorias nos índices de inflação, desemprego, balança comercial.

Conforme dados divulgados pelo Jornal Nacional dos dias 28 e 31 de julho de 2017, os índices de desemprego e inflação estão cada vez menores. Estes parecem ser fortes indicadores de melhorias. Mas, para quem está com o dinheiro contado, R$ 50,00 de dois ou três meses atrás, não parece ter o mesmo poder de compra.

Segundo especialistas, este efeito é devido à extensão territorial brasileira. Há muitas diferenças regionais, e estas influenciam nas médias divulgadas. Por exemplo, as quedas de preços nos supermercados podem ser observadas num tipo de produto e em outro não. Produtos básicos, de primeira utilidade, como arroz, feijão, açúcar não tem grandes variações de preços, pois, o consumidor acaba comprando de qualquer forma, isto desestimula promoções.

Outra questão é que temos de levar em consideração a distância dos fornecedores e safras regionais de grãos, frutas e legumes. As condições climáticas, por exemplo, pode levar uma região produzir mais que a outra e isto afeta diretamente os preços.

Posto isso, a queda dos preços podem variar de 0,7% nos supermercados do nordeste a 7,1 % no Centro Oeste. Se olharmos cidades isoladamente as quedas podem ser ainda maiores. Por exemplo, na cidade de Curitiba-PR a redução de preços pode chegar até 14%.

Quanto ao desemprego, a redução foi puxada pelo aquecimento de alguns setores, além da adesão de autônomos nas funções de: cabeleireiro, motorista, jardineiro, entre outras. Mesmo assim, amargamos a herança de anos de crise que sustenta altos índices de desemprego acumulados e o aumento dos moradores de rua.

O mercado ainda está apreensivo, investidores recuados, gastos públicos não controlados e a política incerta. Faltam reformas essenciais como: previdência, tributária e política. Todavia, há indicativos para alimentar alguma esperança de tempos melhores, afinal, a venda de carros está em alta, o saldo das poupanças e balança comercial aumentaram; há mais arrecadação com a repatriação de recursos e jogos de loteria. E, inflação e desemprego estão menores.

 


Walter Roque Gonçalves

Consultor de empresas e professor executivo e colunista da FGV/ABS (Fundação Getúlio Vargas/América Business School) de Presidente Prudente. Contato: 18-99723-3109


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