18/05/2019 - EDUCAÇÃO SEXUAL

"É preciso desconstruir alguns mitos sobre violência sexual", afirma palestrante em evento do CREAS

Fonte: Assessoria de Comunicação da Prefeitura - Silvana Paiva


 A pedagoga e educadora sexual Carolina Arcari destaca que alguns mitos resultam na subnotificação da violência sexual contra crianças e adolescentes.

 


A diretora do Departamento de Assistência Social, Márcia Mattos, com a pedagoga e educadora sexual Carolina Arcari, em minicurso promovido pelo CREAS – Centro de Referência Especializado de Assistência Social – de Paraguaçu Paulista, em parceria com a Prefeitura (Fotos: Silvana Paiva)

 

Em minicurso promovido pelo CREAS – Centro de Referência Especializado de Assistência Social – de Paraguaçu Paulista, em parceria com a Prefeitura e o Departamento de Assistência Social, a pedagoga e educadora sexual Carolina Arcari afirmou que é preciso desconstruir alguns mitos sobre violência sexual, quando se trata de crianças e adolescentes.

Em auditório lotado por um público formado de profissionais que atuam na rede de proteção à criança e ao adolescente, Carolina trouxe para Paraguaçu Paulista informações básicas sobre violência sexual, mas principalmente orientações sobre como desconstruir os mitos que resultam na subnotificação da violência sexual contra crianças e adolescentes.

“São mitos que mesmo nós como profissionais acabamos reproduzindo e que nos impendem de atuar com qualidade. Ainda temos aquela ideia de que a violência sexual é uma ação pontual, que a criança fica com medo, que ela sente dor, que ela quer gritar. E não é assim. A abordagem é muito sutil por partir do abusador que costuma ser um conhecido, uma pessoa que a criança ama. Então, ele se aproxima de forma gentil, a criança não percebe que é violência, pelo contrário, ela muitas vezes se sente amada, pensa que aquilo é atenção, que é afeto. E é aí que está um conteúdo que precisamos abordar: quem é essa criança real e como ela se sente”, pontuou Carolina Arcari.

Ela alertou que acontece de os profissionais que atuam na rede de proteção à criança e ao adolescente terem uma visão distorcida dessa situação. “Muitas vezes, nós profissionais, temos uma visão distorcida dessa criança, de modo que as nossas campanhas acabam não atingindo realmente o que a criança precisa no seu desenvolvimento global e psicossocial. Por isso, eu trouxe como proposta material e metodologia para a ação e que facilitam o diálogo, para serem usados com a família, com as crianças com a comunidade”, esclareceu a pedagoga.

 


A coordenadora do CREAS, Amanda Prado Yoshino, com a pedagoga e educadora sexual Carolina Arcari (Fotos: Silvana Paiva)
 

Subnotificações

Atuante em educação sexual e enfrentamento da violência sexual infantojuvenil para instituições públicas e privadas de educação, saúde e promoção social desde 2006, Carolina Arcari, afirma que cada região tem a sua especificidade, mas que no Brasil o que predomina são as subnotificões em todos os lugares.

“Ainda estamos caminhando para que as pessoas tenham coragem de denunciar. Muitas vezes, o senso comum é de que se pode denunciar a violência sexual quando há o contato físico, ou quando se tem certeza. Assim, em muitos casos, muitas crianças acabam ficando sem atendimento. Por isso, reforço que tanto o cidadão, quanto os profissionais de saúde, os educadores, podem denunciar a partir da suspeita e tem que fazer o encaminhamento para o Conselho Tutelar. Não precisa esperar que a violência chegue a situações mais graves como uma gestação de uma adolescente que, muitas vezes, é do pai ou do padastro. Então, é possível agirmos logo nas primeiras abordagens, pois a criança já mostra uma mudança de comportamento. Se nós adultos tivermos um olhar capacitado, um olhar diferenciado, a gente consegue perceber a suspeita, destacou Carolina”.

 

Caso Araceli

O minicurso sobre prevenção de violência sexual contra crianças e adolescentes, com Carolina Arcari, aconteceu um dia antes de quando é lembrada uma tragédia brasileira. Em 18 de maio de 1973 um crime bárbaro chocou o Brasil e seu desfecho é até hoje um símbolo de toda a violência que se comete contra as crianças.

Com apenas oito anos de idade, Araceli Cabrera Sanches foi sequestrada, foi drogada, espancada, estuprada e morta por membros de uma tradicional família capixaba. O caso foi tomando espaço na mídia. Mesmo com o trágico aparecimento de seu corpo, desfigurado por ácido, em uma movimentada rua da cidade de Vitória (ES), poucos foram capazes de denunciar o acontecido.

A pedagoga Carolina considera que houve muitos avanços no Brasil depois do que aconteceu com a menina Araceli. “Tivemos várias políticas públicas, investimentos em campanhas, a atuação dos CREAS, o próprio Plano Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual, a mídia passou a visibilizar também este tipo de violência, mas ainda estamos caminhando. Temos um caminho longo pela frente se pensarmos em enfrentamento, já que precisamos de mais articulação da rede de proteção, pois muitas vezes são instituições que não se comunicam ou têm dificuldade de entender suas atribuições porque é um fenômeno complexo. No entanto, podemos ser otimistas, finalmente estamos falando sobre isso, o que antes não acontecia, e estamos aqui em Paraguaçu Paulista fazendo esta formação”, finalizou a pedagoga e educadora sexual Carolina Arcari.

Fundadora e presidente do Instituto Cores, Carolina é palestrante convidada de congressos nacionais e internacionais da área da sexualidade humana. Seu trabalho junto ao Instituto Cores já formou mais de 20 mil educadores em diversos municípios brasileiros e seus projetos beneficiaram mais de 250 mil alunos da rede pública desde 2006.

 


O CREAS – Centro de Referência Especializado de Assistência Social – de Paraguaçu Paulista, em parceria com a Prefeitura e o Departamento de Assistência Social, promoveu o minicurso sobre “Metodologia de Prevenção de Violência Sexual Para Crianças e Adolescentes na Perspectiva da Autoproteção”, ministrado pela pedagoga e educadora sexual Carolina Arcari (Fotos: Silvana Paiva)

 

 


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