12/12/2011 -

Edilson Alves fala sobre a sua carreira política, possível candidatura a prefeito e outros assuntos


 

 

O advogado e ex-presidente da Câmara Municipal de Paraguaçu Paulista Edilson Alves de Oliveira, 48 anos, concedeu entrevista ao “Papo Aberto” do I7 Notícias e falou sobre a sua carreira como político, sobre a atual administração, pré-candidatos a prefeito e a sua possível candidatura ao cargo do executivo nas eleições de 2012.


Conte sobre a sua carreira política.

Iniciei no PRN, na era Collor. Fui filiado ao PRN e fui candidato a vereador, no qual não fui eleito, fiquei suplente pelo partido. Mas a suplência era da coligação, ocorreu da vereadora Quitéria assumir e eu acabei não assumindo. Mas em 1996, fui candidato novamente e ganhei a eleição. Fui presidente da Câmara de Vereadores nos anos de 1999/2000 e fui reeleito em 2000 e fiz a legislatura até 2004.

Em 2004, eu era candidato a vice-prefeito junto com Mario Thimóteo. Aconteceram alguns contratempos, que eu os desconheço, que levou ele a abandonar a política e eu acabei assumindo a vaga de candidato a prefeito e toquei até o fim. Infelizmente, não fui eleito.

 

E hoje, como está a sua “vida política”?

Hoje estou filiado ao PMDB. Fiquei à frente do PTB por 10 anos e por questões políticas, nas eleições de 2004, o falecido prefeito, através do Geraldo Alckimin e do Campos Machado, me tirou a presidência do partido e passou para o Marcelo Lourenço e hoje está com o Pardal e ficou impossível eu continuar no partido.

Agora, estou no PMDB, estou feliz no partido. Tenho algumas perspectivas no partido. Estou com meu nome à disposição. Se eles acharem que meu nome é interessante a candidato a prefeito estarei disposto a colocar o meu nome. Mas tudo isso é uma decisão que o partido deve tomar.

 

Sobre a atual administração da cidade. Qual a sua opinião?

Existiu com o falecimento do ex-prefeito uma perspectiva de mudança muito forte, infelizmente ela não ocorreu. Algumas coisas precisavam te sido feitas de forma diferente. Era o momento oportuno. O prefeito atual teria todas as condições em fazer, mas infelizmente está deixando um pouco a “querer”.

Poderíamos trazer para Paraguaçu Paulista um progresso, mas isso vai acontecer só se conseguirmos trazer indústrias e empregos e fazer com que o dinheiro circule por doze meses. Usinas, infelizmente, os funcionários têm dinheiro apenas durante sete meses. A pessoa trabalha sete meses, mas tem que comer doze meses. Não sobra dinheiro para nada. Existem outras coisas que trazem prejuízos para Paraguaçu Paulista.

Temos em um raio de 120 km, 14 usinas. Quer dizer, temos cliente. Temos que nos estruturar para atendermos esse povo com indústrias de manutenção.

O dinheiro vai todo embora. Sertãozinho, Piracicaba e Ribeirão Preto são quem arrebanham todo o dinheiro. Então, temos condições e cabe ao poder público fazer isso e não está fazendo.

 

Já surgiram alguns pré-candidatos a Prefeito Municipal. O que você acha desses nomes?

Acredito que ainda está muito cedo. Já tem aí candidatos declarados que tem, de repente, estrutura partidária na mão e vai conseguir realmente lançar o nome se realmente manterem até o final. Mas eu acho que um pouco mais para frente vão se compor. Falta ainda um pouco de preparo para esses candidatos. Realmente, não sei se decolam. Eu acredito que algumas coisas aí são apenas para abrirem espaços e depois negociarem lá na frente.

 

Então há alguma chance de você ser candidato a prefeito em 2012?

Como é uma questão partidária e hoje não sou presidente do meu partido, não consigo garantir que eu tenho uma vaga. Simplesmente coloco o meu nome a disposição do partido e a disposição da população. Por esta questão partidária, é uma coisa mais complexa. Não adianta eu falar que sou candidato a prefeito e o partido não me disponibilizar a vaga. É preciso ter tudo muito bem harmonizado.

 

Caso não seja candidato a prefeito, pode ocorrer de você ser candidato a vereador?

Não. Esta questão de vereador é uma questão que fechei.

 

Sobre o aumento do número de vereadores na Câmara Municipal. O que você achou?

Foi uma usurpação de poder quando o Tribunal Eleitoral abaixou de quinze para nove. Não podia incondicionalmente. Os mesmos ministros do Supremo Tribunal Federal são os mesmos que tomaram a decisão no TSE.

Quanto mais amplo, mais representação, mais difícil do prefeito dobrar os vereadores. Menos vereadores, mais fácil do prefeito tê-los na mão e manobrá-los e os interesses do povo ficam para depois. Eu acredito que esta questão de ter aumentado o número de vereadores trás prejuízo nenhum. O repasse para a Câmara é o mesmo, com nove ou com treze vereadores.

 


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