Eu tenho tanto, pra lhe falar...


 

Você já se perguntou, claro que já, o que é o amor?

É a entrega total? A renúncia de tudo em prol de outra pessoa?

É conduzir a sua vida com toda força numa única direção, que muitas vezes contraria toda lógica, ao menos a lógica imposta e aceita pela sociedade?

É esperar outro coração chegar pra completar as batidas do seu? (trecho da conversa da Rosinha com o Chicó do Auto da Compadecida).

É ouvir uma música romântica, sozinho no quarto e ser transportado pra muito longe, muitas vezes para os braços de alguém?

É ficar pisando acima do solo, como que flutuando, com o olhar distante, coração acelerado, rosto corado, quando encontra essa pessoa?

Nós que gostamos de cinema temos a tendência de imaginar o amor como nos filmes, avassalador, cheio de músicas lindas, escritas para a ocasião, com a iluminação certa, o corte de cena editado tecnicamente. Amores impossíveis como Romeu e Julieta, ou improváveis como naquele filme antigo “Ensina-me a viver”.

Esquecendo conceitos literários, musicais atuais, de pseudo-intelectuais, que apenas fazem taxar as criações, sem produzirem as suas próprias, serei piegas ao extremo, pois o amor na minha concepção é o sentimento que despe o ser humano dessa capa criada pela sociedade, e expõe os recônditos de seu eu.

Como falar de amor, sem um fundo musical adequado, no meu caso específico, Roberto Carlos, Odair José, Chitãozinho & Xororó, ou mesmo Reginaldo Rossi? Eu mesmo já chorei muito com direito a fundo musical de Cauby Peixoto, implorando o amor de uma menina que se chamava, nada mais nada menos, que Conceição.

Mas o amor, que nesse caso é também paixão, é o combustível da vida. Que gostoso é estar apaixonado, ter a mente ocupada a cada segundo por um sorriso, uma voz, um gesto. Ouvir uma música e ficar ali com cara de nada, olhos lá no infinito, coração batendo forte.

Você deve estar se perguntando: Por que esse infeliz está dizendo essas coisas? 

Eu apenas queria mandar uma mensagem para alguém especial e fiquei aqui deixando os dedos percorrerem o teclado, e toda referência que tenho dela é essa, uma pessoa linda, com um sorriso cativante, que preenche todos os meus pensamentos e para mim não é surpresa nenhuma, pois tudo que consigo pensar nesse momento vem regado com muito romantismo, sonhos impossíveis e uma dose cavalar de pieguice.

Então fica assim, espero que lendo isso, se encontre no texto, e que ainda nos encontremos por aí, pela vida, com ou sem produção cinematográfica, mas com a direção firme de nosso Criador.

 


“É o Amor, que veio como um tiro certo no meu coração;
que derrubou a base forte da minha paixão e fez eu entender que a vida é nada sem você.”

 



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