O Posto de Coleta de Leite Humano de Paraguaçu Paulista completa três anos de uma trajetória marcada por números impressionantes e, acima de tudo, por um profundo senso de comunidade. Atualmente, o município é responsável por 40% a 50% de todo o leite materno arrecadado pelo Banco de Leite de Assis, um dado que reflete o investimento na saúde da mulher e da criança.
Para celebrar essa marca, o programa Maternidade Real, realizado pela Equipe Multidisciplinar (eMulti) da Secretaria de Saúde, promoveu um encontro especial na Unidade de Atendimento à Mulher (UAM). O evento contou com a presença da Primeira Dama e Presidente do Fundo Social de Solidariedade, Denise Sasada, do Secretário Adjunto de Saúde, Milton Fonseca, da Secretária de Assistência Social, Cátia Aparecida da Silva, da Secretária de Recursos Humanos, Kátia Euzébio, e da Diretora de Assistência Básica e Especializada Deise Ramalho reforçando que o apoio à maternidade em Paraguaçu é uma política de estado que une diversos setores da gestão.
A Enfermeira Sandra Regina de Oliveira, responsável pelo Posto de Coleta, destaca que o trabalho começa muito antes do bebê nascer. O foco é o aleitamento materno exclusivo, mas o olhar da equipe está atento a todas as realidades: desde a mãe que tem dificuldade em amamentar até aquela que possui excesso de leite. "Nós fazemos as visitas na maternidade e orientamos sobre o trabalho com as puérperas em casa. Se a mãe tem leite além do que o filho mama, ela se torna uma candidata à doação", afirma Sandra. O suporte é completo: o município oferece bomba de ordenha, frascos esterilizados e realiza todos os exames necessários para garantir um leite saudável. O material é enviado semanalmente para pasteurização e parte dele retorna para atender os bebês da própria Santa Casa de Paraguaçu.
Laura Rita Ferreira Correa, nutricionista voluntária do Banco de Leite de Assis, reforça que o sucesso de Paraguaçu não é por acaso: "O município trabalha muito bem o atendimento das mulheres. Ter uma Unidade de Saúde da Mulher (UAM) não é comum em todas as cidades. É uma equipe motivada que planta e semeia o aleitamento materno".
A Secretaria de Saúde reforça: se você é lactante e tem excedente de leite, ou se está enfrentando dificuldades na amamentação, procure a Unidade de Atendimento à Mulher. Sua doação pode salvar vidas.










