Rainhas: conheça 11 mulheres negras destaques do Carnaval

Não é apenas discurso a presença de mulheres negras nascidas na comunidade à frente do Carnaval.



Não é apenas discurso a presença de mulheres negras nascidas na comunidade à frente do Carnaval

Cria do Morro da Mangueira, a historiadora e educadora física Evelyn Bastos diz que não é apenas discurso a presença de mulheres negras nascidas na comunidade à frente do Carnaval: "A era das celebridades à frente das baterias está fora de moda". Ela mesmo, aliás, lidera essa ala: há 10 anos, é rainha da Estação Primeira de Mangueira.

Sua conclusão se reflete em outras agremiações do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo e do Rio de Janeiro, que devem levar para a passarela ao menos 11 baterias sob o reinado de mulheres negras.

"Lá no início do meu reinado era uma pauta discutida, mas a gente não tinha ainda a grande massa do samba opinando e trazendo um assunto tão pertinente como prioritário. Hoje a gente tem. Essa força do coletivo faz com que as escolas tragam para cargos de tamanha importância cada vez mais as suas meninas de origem favelada, de origem suburbana."
Evelyn Bastos, rainha de bateria da Mangueira

No Rio de Janeiro, estão à frente da bateria:

  • Na Paraíso do Tuiuti, a professora de dança Mayara Lima, da Cidade de Deus;
  • Na Portela, Bianca Monteiro, de Madureira;
  • Na Imperatriz Leopoldinense, Maria Mariá, do Complexo do Alemão;
  • Na Beija Flor, a estudante Lorena Raissa, que assumiu o posto no final do ano passado;
  • Na Unidos do Viradouro, a atriz mineira Erika Januza assume o posto pela segunda vez.

Em São Paulo, elas também comandam o samba:

  • Pâmella Gomes é a rainha da bateria da Tom Maior;
  • Theba Pitylla na Casa Verde;
  • Juh Campos na Barroca Zona Sul;
  • Sávia David na Vila Maria;
  • Vanessa Alves na Águia de Ouro.

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