Pedreiro acusado de pedofilia é liberado após suposto ataque em Marília


Delegado plantonista disse não ter convicção do crime para mantê-lo preso


O pedreiro A.A.S., 41, foi liberado após ficar quase seis horas detido no Plantão Policial. Ele era acusado pela Polícia Militar e Conselho Tutelar de molestar um menino de apenas 9 anos. Delegado plantonista afirmou não ter convicção do crime para mantê-lo preso.

O caso aconteceu por volta das 13h na rua Inconfidência, no Palmital, zona norte da cidade. De acordo com a diarista I.S, 46, o filho, L.C., 9, foi chamado pelo suposto pedófilo a uma casa em construção.

O pedreiro teria oferecido R$ 5 para a criança tomar conta das ferramentas dele. Em seguida, teria abraçado e acariciado a criança. Assustado, o menino se soltou do pedreiro e correu para casa. Lá, contou o ocorrido à mãe, que chamou a polícia.

Ao atenderam a ocorrência, os policiais militares encontraram o acusado na construção. Depois, todas as partes envolvidas no caso foram encaminhadas a delegacia.

“Eu de fato ofereci o dinheiro ao menino, mas a mãe dele não gostou e fui me desculpar. Dei um abraço nele por isso, mas jamais passei a mão nele”, se defendeu o pedreiro. Do outro lado, a mãe da vítima mantinha a palavra. “As crianças muitas vezes mentem, mas ele não inventaria uma história dessas”.

O menino passou por exame de corpo de delito no IML (Instituto Médico-Legal), onde não foi constatado qualquer tipo de lesão ou sinais de molestamento.

Sem ter convicção se houve ou não o ataque, o delegado plantonista Cláudio Anunciato Filho registrou a ocorrência como ‘importunação ofensiva ao pudor’ e em seguida o liberou. “Não havia elementos suficientes para a elaboração do flagrante, disse.

Conselho Tutelar encaminha caso ao MP

O presidente do Conselho Tutelar e que acompanhou toda a ocorrência, Marlon Francisco dos Santos, discordou da autoridade policial e, antes mesmo da finalização do boletim de ocorrência, já havia entrado em contato a Vara da Infância e Juventude.

“O B.O. será remetido à Vara, que vai abrir vistas ao Ministério Público, que encaminhará o documento a Promotoria Criminal, que irá reformular a denúncia para estupro, como diz a nova lei”, afirmou.

Assim que foi liberado, o pedreiro, que não tinha passagem pela polícia, deixou a delegacia aos prantos nos braços dos familiares. Nem ele nem os familiares quiseram se manifestar.

A mãe da criança, se disse revoltada com o desfecho. “Um ataque desses pode acontecer a qualquer um mas duvido que, se nós fossemos ricos, isso aconteceria. É um absurdo”.

MATAHARI


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