Cerca de 75% dos criadouros do mosquito Aedes aegypti estão dentro das residências

Todo cuidado por parte da população é necessário para reduzir os riscos de proliferação do mosquito.


Os focos estão em recipientes que podemos remover, ou colocar num lugar coberto, ou de boca para baixo. Esses recipientes são os bebedouros de animal, pratinhos de plantas, latas, baldes, regadores de plantas, brinquedos, pneus, por exemplo.

 


Em Paraguaçu Paulista, de janeiro até o dia 18 de fevereiro, Paraguaçu Paulista tem 258 notificações de casos suspeitos de dengue. 
Os bairros com maior número de registro de casos suspeitos de dengue são Barra Funda, o centro da cidade e a Vila Nova (Divulgação/Comunicação)

 

De acordo com a Vigilância Municipal em Saúde de Paraguaçu Paulista, do Departamento de Saúde, cerca de 75% dos focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e febre chikungunya, estão dentro das residências.

Os focos estão em recipientes que podemos remover, não naqueles que jogamos fora como o lixo descartável, mas naqueles que podemos colocar num lugar coberto, ou de boca para baixo. Esses recipientes são os bebedouros de animal, pratinhos de plantas, latas, baldes, regadores de plantas, brinquedos, pneus que ainda estão em uso, por exemplo.

“São coisas que ficam no quintal e que dá para mexer, dá para guardar, para secar, não são recipientes fixos onde fica água parada, mas são objetos como aquele balde ou aquele brinquedo que representam os 75% dos recipientes móveis no quintal das casas que têm a maior partes dos criadouros de dengue em Paraguaçu Paulista”, informou Josué Campos Sena, um dos responsáveis pelas ações do combate à dengue em nosso município.

Esta situação foi constatada em visitas feitas pelos agentes de Controle de Vetor em todos os bairros de Paraguaçu Paulista, com levantamento realizado em que tipos de recipientes foram encontradas as larvas do Aedes aegypti.

Este tipo de controle é feito periodicamente pela Vigilância de Saúde de Paraguaçu e é encaminhando para a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo, para a SUCEN – Superintendência de Controle de Endemias, já que toda a ação contra a dengue é realizada em parceria que envolvente o Ministério da Saúde, o estado e o município.

No entanto, toda ação começa a partir das ações do próprio cidadão, no quintal da casa de cada um, conforme destacou Josué Campos Sena. “De nada adiantam todas as ações do Ministério da Saúde, da SUCEN e da Prefeitura se o cidadão continuar mantendo criadouros da dengue na sua casa, se não limpar seu quintal. Vamos continuar dando murro em ponto de faca se as pessoas não nos ajudarem a eliminar o mosquito da dengue”, enfatizou Josué.

Em Paraguaçu Paulista, de janeiro até o dia 18 de fevereiro, são 258 notificações de casos suspeitos de dengue. Os bairros com maior número de registro de casos suspeitos de dengue são Barra Funda, o centro da cidade e a Vila Nova.

 

O perigo é para todos. O combate também

Todo cuidado por parte da população é necessário para reduzir os riscos de proliferação do mosquito. O Aedes aegypti é menor do que um pernilongo comum, de cor café ou preto, apresenta listras brancas no corpo e nas pernas. O mosquito possui hábitos diurnos, sua picada ocorre nas primeiras horas da manhã e nas últimas da tarde, é inodora e não causa coceira na pele. Durante o voo, o mosquito não faz o menor ruído para não chamar a atenção.

A fêmea do mosquito pode colocar mais de 100 ovos de cada vez. Seu ciclo apresenta quatro fases: ovo, larva, pupa e adulto. O desenvolvimento dos ovos até o surgimento do mosquito se dá em cerca de apenas 10 dias, podendo esse período ser menor, dependendo das condições do ambiente em que os ovos foram postos. Quem contamina o ser humano é a fêmea do mosquito, que precisa de uma substância do sangue (a albumina) para completar o processo de amadurecimento de seus ovos, enquanto o macho apenas se alimenta de seiva de plantas.

O ciclo de transmissão começa quando a fêmea pica uma pessoa com dengue. O tempo necessário para o vírus se reproduzir no organismo do mosquito é de 8 a 12 dias. Após isso, ele começa a transmitir o vírus causador da doença. Esse mesmo mosquito, ao picar um ser humano sadio, transmite o vírus para o sangue dessa pessoa. Dentro de um tempo, que varia de 3 a 15 dias, a doença começa a se manifestar. A partir daí o ciclo pode se repetir.

 

Converse com o seu vizinho

Quando se trata de Aedes aegypti o perigo pode estar dentro de casa ou morar ao lado. No combate a este mal, todos precisam estar envolvidos. Numa quadra residencial, por exemplo, basta uma casa descuidada, com recipientes com água parada servindo de criadouro para reprodução do mosquito, para que todos os moradores corram o risco de serem vítimas de doenças como dengue, zika e chikungunya.

A dica é que você converse com o seu vizinho para que todos possam cuidar dos recipientes que acumulem água parada. Caso você verifique caixas d’água destampadas, vaso de planta, piscina, garrafas descartáveis, pneus velhos, plantas do tipo bromélias, bebedouros de animais e outros recipientes com acúmulo de água, terrenos com potencial para tornarem-se criadouros do Aedes aegypti, entre outros casos, procure a Vigilância Municipal em Saúde de Paraguaçu Paulista, do Departamento de Saúde, e solicite que uma equipe faça vistoria no local.

 


Cerca de 75% dos criadouros do mosquito Aedes aegypti estão dentro das residências. Os focos estão em recipientes que podemos remover, ou colocar num lugar coberto, ou de boca para baixo. Esses recipientes são os bebedouros de animal, pratinhos de plantas, latas, baldes, regadores de plantas, brinquedos, pneus, por exemplo (Reprodução/Internet)

 

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