Filha que matou o pai em Marília passa por avaliação psiquiátrica

O crime aconteceu no dia 23 de agosto do ano passado.



O dentista foi morto no dia 23 de agosto de 2019 (Foto: Arquivo Pessoal)

A filha de Aloísio Tassara, apontada como autora do crime que matou o dentista em agosto do ano passado, passou por perícia médica nesta terça-feira (10).

A jovem foi submetida a um exame de sanidade mental após pedido da própria defesa. A intenção é constatar se no momento em que ocorreram os fatos, ela tinha discernimento para entender a gravidade da situação.

De acordo com o advogado de defesa da adolescente, Fábio Ricardo Rodrigues dos Santos, o laudo deve sair em no máximo 15 dias.

“O caso corre em segredo de Justiça. Ela teve nesse período mais duas internações. O laudo deve sair entre 10 a 15 dias”, explicou o advogado.

Assim que o laudo for emitido, o caso deve seguir para as alegações finais para que ocorra a sentença.

“Após sair o laudo, nós vamos analisar se ele está correto, se tem todas as informações necessárias, se não tiver pediremos uma complementação. Temos uma assistente técnica que está acompanhando isso. Se tudo correr bem, o processo segue para as alegações finais e em seguida para a decisão final do juiz”, disse Fábio.

A jovem ficou internada na ala psiquiátrica do Hospital das Clínicas desde o dia 23 de agosto 2019, quando o pai foi assassinado, e teve alta no final de outubro do mesmo ano. Essa teria sido a primeira das internações e ela foi ouvida pelo Ministério Público após a alta hospitalar.

Quando tudo aconteceu a garota estava com apenas 17 anos, portanto ainda era menor de idade. A maioridade foi completada em novembro do ano passado.

Procedimento

O procedimento que foi instaurado para apurar o assassinato do dentista Aloísio Tassara, de 51 anos, foi concluído pela Polícia Civil em 2 de outubro de 2019.

Foram ouvidas 19 pessoas e somente em 1º de outubro daquele ano a jovem prestou depoimento ao delegado Valdir Tramontini, titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) na época. O depoimento aconteceu no Hospital das Clínicas, onde ela estava internada por ordem judicial, e demorou pouco mais de uma hora.

Quando o procedimento foi instaurado o delegado da DIG concedeu uma entrevista ao Marília Notícia.

“Ela relatou todos os fatos, afirmou que se recordava de todos eles e falou de forma detalhada o que teria ocorrido. Eu já recebi os laudos médicos, os laudos de exame de corpo delito, o laudo pericial local e esse procedimento que envolve a adolescente. Encaminhei o relatório para a Vara da Infância e Juventude informando o que até então foi apurado. O procedimento agora está com vistas ao Ministério Público para decisão. Estamos no aguardo de qual a medida ele [MP] vai tomar”.

Na época o advogado de defesa da adolescente afirmou que o caso era uma tragédia familiar e que a menina já vinha passando por problemas de ordem psiquiátrica. Inclusive passaria por uma consulta médica na data dos fatos.

“Eu afirmo que a própria declaração do Delegado Seccional, lá no primeiro dia, é o que realmente aconteceu. E reafirmo que foi uma tragédia familiar. Ela já vinha passando por alguns problemas de ordem psiquiátrica. Inclusive no dia dos fatos, estava com uma consulta pré-agendada com um profissional. Ela vinha fazendo acompanhamento com um e ia consultar outro. Infelizmente aconteceu isso. Ela está abatida por toda essa situação. Ainda está internada, não existe uma previsão de alta. Foi realmente um surto”.

A Polícia Civil havia sugerido exame de sanidade mental para a jovem. “Isso vai influenciar numa eventual aplicação de medida. Se estava plenamente capaz, sabia o que estava fazendo e não estava surtada, provavelmente vai para a Fundação Casa. No caso dela ser totalmente ou relativamente incapaz, pode ser aplicada uma medida de segurança para tratamento ambulatorial ou internação em unidade de tratamento psiquiátrico”, explicou o delegado.
 

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