Família de idoso morto em Pronto Atendimento presta queixa na delegacia por falta de oxigênio

Filha do homem de 79 anos registrou boletim de ocorrência e Polícia Civil de Assis (SP) abriu inquérito; paciente testou negativo para Covid. Prefeitura nega falta de oxigênio.



Herculano Lopes Diniz, que morreu no último dia 14 de março, com a filha que registrou BO: investigação aberta - Foto: Arquivo pessoal

A Polícia Civil de Assis (SP) abriu inquérito para apurar a morte de Herculano Lopes Diniz, de 79 anos, ocorrida no último dia 14 de março na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do município.

A filha do idoso registrou um boletim de ocorrência na semana passada por morte suspeita, alegando que o pai não recebeu os cuidados devidos na unidade e teria sofrido por falta de oxigênio.

Segundo a Secretaria de Saúde de Assis, apesar do aumento acelerado de casos e uma demanda maior de insumos, não chegou a faltar oxigênio na cidade até agora.

Ela disse à policia que o pai morreu por broncopneumonia e insuficiência respiratória por motivos a serem esclarecidos, de acordo com a certidão de óbito.

O idoso foi levado à UPA pelo Samu depois de sintomas como fraqueza, sonolência e desorientação. O paciente tinha sofrido um AVC em janeiro deste ano e vinha recebendo cuidados em casa desde então, mas a filha decidiu procurar atendimento pelo agravamento.

A Polícia Civil ainda aguarda o laudo do Instituto Médico Legal (IML) com a causa da morte. Um exame de Covid chegou a ser feito na UPA, mas deu negativo.

Segundo a polícia, todos os envolvidos no atendimento serão ouvidos para saber se houve homicídio culposo, omissão de socorro ou morte por causas naturais.

O Ministério Público também recebeu uma denúncia da moradora contando sobre o caso, mas afirmou que vai aguardar a investigação da polícia.

Em nota, a Fundação Educacional do Município de Assis (Fema), organização social que cuida dos serviços da UPA na cidade, informou que o “consumo de oxigênio na unidade aumentou exponencialmente nas últimas semanas, devido à superlotação dos hospitais, mas não houve problema com fornecimento e entrega de oxigênio”.

A nota diz ainda que, “até o momento, não há risco de desabastecimento”.
 


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