Dupla mata idosa de 86 anos e foge para Camboriú

Rapaz, de 19 anos, e mulher, de 41 anos, foram identificados pelas investigações e localizados ​​​​​​​em Balneário Camboriú; mataram a idosa por dívida de aluguel, em um golpe conhecido como gravata.



Rapaz, de 19 anos, e mulher, de 41 anos, foram identificados pelas investigações e localizados 
em Balneário Camboriú; mataram a idosa por causa de dívida de aluguel, em um golpe conhecido como gravata

A Polícia Civil prendeu em Balneário Camboriú (SC) duas pessoas suspeitas de envolvimento no assassinato de uma idosa, de 86 anos, que foi encontrada morta dentro do porta-malas de seu próprio carro, na garagem de sua casa, em um imóvel em Presidente Prudente.

A vítima estava desaparecida desde o dia 19 de dezembro de 2021, conforme o registro policial, quando foram iniciados os trabalhos de apuração e as buscas. No dia 21, o corpo da idosa foi localizado no interior do porta-malas do seu próprio carro. 

Com as investigações, a Polícia Civil localizou o casal no domingo (26), no Terminal Rodoviário de passageiros de Balneário Camboriú, no litoral catarinense. 

As equipes retornaram a Presidente Prudente na noite desta segunda-feira (27), quando os envolvidos presos foram interrogados, indiciados e encaminhados às cadeias de Presidente Venceslau, no caso do rapaz, e de Dracena, em relação à mulher, onde devem permanecer, inicialmente, pelo prazo de 30 dias. 

As investigações e buscas contaram com o apoio da Polícia Civil do Estado de Santa Catarina. 
 

Discussão por causa de aluguel
O delegado responsável pelo caso, Claudinei Alves, afirmou que os dois suspeitos são moradores de Paulicéia. Eles relataram que estavam em Presidente Prudente em busca de emprego. Andando pela rua, o casal encontrou a vítima que tinha um imóvel para ser locado. 

"Eles conversaram com ela, trataram da locação do imóvel. Só que não chegaram a um valor. A idosa disse que eles poderiam ficar no imóvel durante um período para que eles se ajustassem", explicou Alves. 

O delegado ainda disse que o casal permaneceu durante alguns dias no imóvel da idosa, mas retornou para Paulicéia, após o surgimento de um problema familiar. 

"Eles passaram uma semana em Paulicéia e voltaram para Presidente Prudente. Quando eles chegaram aqui, foram barrados pela proprietária, que pediu para que eles adimplissem o valor do aluguel e eles iniciaram uma discussão", relatou. 

A discussão teve início no dia 17, uma sexta-feira, e ainda seguiu no sábado (18) e no domingo (19). 

"No domingo, dia 19, o rapaz comemorava seu aniversário ingerindo bebidas alcoólicas e essa discussão se acirrou: 'Se tem dinheiro para beber, tem dinheiro para pagar o aluguel'. Então, essa discussão foi se agravando, se agravando, até um momento [em] que a mulher, de 41 anos, segurou a vítima pelas costas, em um golpe conhecido como gravata. Ela perdeu os sentidos, se aquedou e o rapaz aproveitou essa situação e apertou o pescoço, a garganta dela, e ela veio a óbito", detalhou o delegado. 

Com a morte, o casal passou a procurar documentos e a chave do veículo que estava na garagem e pertencia à idosa. A dupla queria tirar o corpo da vítima do local com o carro. 

"Acharam os documentos, acharam as chaves, colocaram os objetos deles dentro do veículo para serem transportados e, por fim, colocaram a senhora para ser transportada também. O objetivo deles era sair daqui de Presidente Prudente e ir até Balneário Camboriú. Neste trajeto, eles se desapossariam do veículo com a senhora dentro. Mas o veículo não pegou por uma situação que ela mesma já fazia, que era tirar o polo da bateria, para que não funcionasse", frisou o delegado. 

Sem conseguir sair com o carro, o casal solicitou uma corrida por aplicativo e foi até o Terminal Rodoviário de Presidente Prudente, de onde partiu para Londrina (PR). Depois, eles passaram por Mauá da Serra (PR), Ponta Grossa (PR) e Curitiba (PR). 

Na capital paranaense, eles tentaram viajar de avião, mas, conforme o delegado, ambos não tinham dinheiro para as passagens e continuaram a viagem de ônibus até Balneário Camboriú. 

Quem percebeu a falta da idosa foi um homem que prestava serviços gerais para a mulher. Ela havia combinado de encontrá-lo em uma outra casa de aluguel, na manhã de 20 de dezembro, mas não compareceu. Ele foi até a casa da idosa, mas não encontrou ninguém e decidiu avisar um dos netos da mulher. Então, a família registrou o desaparecimento na Polícia Civil que iniciou a investigação.

MATAHARI


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