“Flurona”: a infecção de Covid e influenza ao mesmo tempo

Casos de pessoas com coinfecção simultânea de Covid-19 e Influenza estão tornando-se comuns no Brasil. 

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Casos de pessoas com coinfecção simultânea de Covid-19 e Influenza estão tornando-se comuns no Brasil

 As ocorrências das duas doenças ao mesmo tempo, já registradas e sob investigação nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará, são chamadas informalmente de "flurona" — uma combinação dos termos "flu" ("gripe", em inglês) e "corona" (derivado "coronavírus"). 

No domingo (2), o Ministério da Saúde de Israel confirmou o primeiro caso de "flurona" no país. A paciente é uma mulher grávida internada com sintomas leves no Rabin Medical Center, na cidade de Petah Tikva. 

De acordo com a unidade de saúde, ela não recebeu as vacinas contra o novo coronavírus nem o influenza. As autoridades do país estudavam o caso para saber se a contaminação ao mesmo tempo poderia acarretar um quadro mais grave de qualquer uma das doenças.

No Brasil, três casos foram diagnosticados e confirmados pela Secretaria de Saúde do Ceará, na semana passada. 

As duas crianças chegaram a ser internadas, mas receberam alta, enquanto o caso de "flurona" em adulto de 52 anos não necessitou de hospitalização.

Um outro caso está sendo investigado no Rio de Janeiro, envolvendo um adolescente de 16 anos. O jovem é vacinado contra a Covid-19 e Gripe, e apresenta apenas sintomas leves e cumpre isolamento em casa.

Na capital paulista, médicos do Hospital Israelita Albert Einstein relataram "vários casos" da associação dos dois vírus. Um deles ocorreu com uma criança de 4 anos, no final de dezembro, com a confirmação laboratorial das duas infecções.

Entre os principais sintomas estavam abundância de secreção no nariz, dor no corpo, na cabeça e garganta. 

Apesar de não haver casos confirmados oficialmente pelos órgãos de Saúde sobre infecções simultâneas em São Paulo, a mãe afirma que ocorrências da "flurona" têm sido conhecidas entre os profissionais de saúde.

Os casos de coinfecção costumam aparecer quando o paciente que apresenta sintomas é submetido a um teste do tipo painel viral — no qual uma amostra é analisada para vários tipos de vírus ao mesmo tempo. Esses testes normalmente são feitos em laboratórios privados. 

No cenário de pandemia de Covid-19, os laboratórios públicos estão priorizando a realização de testes para identificar o coronavírus.

Com o aumento dos casos de influenza nas últimas semanas, ficou mais difícil identificar os sintomas para diagnosticar a gripe ou a Covid.

De acordo com o governo de São Paulo, a taxa de internação por covid voltou a subir após meses consecutivos de queda progressiva.

Para médicos, as semelhanças entre a gripe influenza e a nova variante do coronavírus têm criado confusão nos pacientes e dificultado ainda mais o diagnóstico e a contenção dos dois vírus.

Saiba como identificar cada uma delas para proteger a sua saúde e também a do próximo. Veja os sintomas mais comuns de cada variante; Ômicron, Delta e gripe.

Gripe (Influenza A ou B)
A gripe - infecção pelo vírus da influenza apresenta sintomas agudos nos primeiros dias. A nova cepa H3N2 está provocando surtos atípicos em várias cidades brasileiras, suspeita-se que tenha se espalhado aqui fora de hora devido a baixa adesão de vacina da gripe e o relaxamento das medidas restritivas.

A vacina da gripe está disponível para todos os brasileiros nos postos de saúde, e ajuda a proteger contra a nova cepa.

Os principais sintomas:

  • coriza
  • tosse
  • dor de garganta
  • dor no corpo
  • dor de cabeça
  • fraqueza, e
  • febre


Os pacientes com esses sintomas devem passar por um isolamento de 7 dias para evitar contaminar outras pessoas, além de fazer repouso, ter boa alimentação e hidratação.

Ômicron (nova variante da Covid-19)
A variante designada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detectada e anunciada pelo Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis da África do Sul (NICD). Segundo a OMS, já se sabe que a ômicron é uma variante altamente transmissível e com grande número de mutações. A notícia da nova variante provocou uma reação rápida em vários países.

Sintomas mais comuns:

  • cansaço extremo
  • dores pelo corpo
  • dor de cabeça, e
  • dor de garganta

Delta (variante predominante em 2021 da Covid-19)
A maioria dos casos de Covid-19 surgem entre cinco a 14 dias após a infecção, mas a grande maioria permanece assintomática. Em casos graves, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que se procure ajuda médica. A boa notícia é que as vacinas contra Covid-19 já confirmaram ser capazes de neutralizar o vírus e suas variantes.

Dados do Centro Europeu para Controle e Prevenção de Doenças indicam que os vacinados infectados com a Delta tendem a ser assintomáticos ou apresentar sintomas leves.

Sintomas mais comuns:

  • febre
  • tosse persistente
  • corizas
  • espirros
  • dor de cabeça, e
  • dor de garganta.

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