Detento mata companheira durante visita íntima na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau

O preso Luís Carlos Godoy Araújo, 39 anos, matou a companheira dele, Raquel Godoy dos Santos Araújo, 41 anos; ele bateu a cabeça da vítima no chão "várias vezes" e a enforcou, conforme o BO.



O preso Luís Carlos Godoy Araújo, 39 anos, matou a companheira dele, Raquel Godoy dos Santos Araújo, 41 anos; 
ele bateu a cabeça da vítima no chão "várias vezes" e a enforcou, conforme o Boletim de Ocorrência

Um caso de feminicídio foi registrado dentro da Penitenciária 2 "Maurício Henrique Guimarães Pereira", de Presidente Venceslau. O preso Luís Carlos Godoy Araújo, 39 anos, matou a companheira dele, Raquel Godoy dos Santos Araújo, 41 anos. Ela era moradora de São Paulo e visitava o companheiro quando foi morta. 

O crime foi registrado neste domingo (13) quando, por volta das 11 horas, durante o horário de visita íntima, agentes penitenciários foram acionados para abrir uma cela do pavilhão 3. Os funcionários acreditavam que seria uma emergência médica, mas foram comunicados que o preso havia assassinado a esposa, conforme informações do Boletim de Ocorrência.

A vítima foi morta "mediante constrição de seu pescoço", ou seja, por enforcamento. Também de acordo com o registro da ocorrência, o preso ainda bateu com a cabeça da mulher "várias vezes no piso da cela".

"Em seguida, com a abertura da cela, ele jogou o corpo da vítima no piso inferior, ainda o puxou até o meio do pátio", segundo o BO. Minutos depois, o homem foi algemado pelo Grupo de Intervenção Rápida (GIR). Ele não ofereceu resistência e "não apresentou motivação para a ação".

De acordo com o registro, a história foi narrada por outro detento e sua companheira, que tentaram intervir no crime, mas sem sucesso.

A perícia da Polícia Científica e o Instituto Médico Legal (IML) foram acionados à unidade prisional.

A Polícia Civil autuou em flagrante o homem por homicídio doloso qualificado - contra a mulher por razões da condição de sexo feminino (feminicídio).

Transferência

Após a formalização dos procedimentos penitenciários e policiais, o preso foi transferido para a Penitenciária 1 "Zwinglio Ferreira", do mesmo complexo em Presidente Venceslau, onde foi encarcerado em cela própria.

Interrogado na P1, o homem confessou a prática do crime e, de forma resumida, alegou que matou a companheira "porque ela estaria se prostituindo". Luís Carlos Godoy Araújo não deu mais detalhes à polícia.

Ele deve aguardar na P1 o pronunciamento judicial por se tratar de crime inafiançável, bem como por ser "preso com extensa ficha policial que cumpre pena no sistema prisional". O detendo foi representado pela conversão da prisão em flagrante delito em prisão preventiva.

A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) de São Paulo não se manifestou sobre o caso.

MATAHARI


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