Defesa alega que suspeito de matar homem a pauladas na cabeça agiu para defender a família

Justiça decretou a prisão temporária do autor, mas ele ainda não foi localizado. Vítima foi atingida por golpes de madeira no meio de uma rua, em Rancharia.



Justiça decretou a prisão temporária do autor, mas ele ainda não foi localizado. Vítima foi atingida 
por golpes de madeira no meio de uma rua, em Rancharia

A defesa do suspeito de ter matado um homem a pauladas em Rancharia divulgou uma nota de esclarecimento sobre o caso, nesta quarta-feira (18), na qual alega que seu cliente, de 35 anos, apenas defendeu a si mesmo e sua família "de um agressor, que não media as consequências de seus atos”. O crime ocorreu no início da tarde desta terça-feira (17), na Rua Amparo, no Conjunto Habitacional Ruy Charles.

De acordo com a nota elaborada pelo escritório Gimenez & Batista Advocacia, o suspeito, sua esposa e filhos, quando retornavam da cidade de Quatá, por volta das 11h45, se depararam com seu sogro, pai e avô sendo agredido e na iminência de ser assassinado a golpes de facão pelo homem, também de 35 anos, que depois viria a se tornar a vítima do homicídio.

Segundo a defesa do suspeito, o homem que morreu era “conhecido nos meios policiais por ter uma vasta folha de antecedentes criminais, tendo inclusive passagens por tentativa de homicídio, e que havia deixado a penitenciária na semana anterior”.

Conforme a nota, primeiramente, ao tentar intervir na luta, a esposa do suspeito teve sua mão machucada pelo indivíduo. Em seguida, ao aproximar-se, o suspeito foi também atacado pelo homem, “que avançou em sua direção tentando golpeá-lo com facão, ocasião em que municiou-se com um pedaço de madeira, vindo a derrubá-lo e golpeá-lo, causando seu óbito”.

A defesa pontuou que tais acontecimentos ocorreram após o homem ter invadido a casa da cunhada do suspeito, “onde estavam ela e mais quatro crianças pequenas, ter agredido a cunhada e seu sogro, e ter se armado com um facão, dizendo inúmeras vezes que iria matar a todos”.

De acordo com a nota, o suspeito e a defesa “lamentam muito o falecimento, contudo, é preciso destacar que o senhor [nome do suspeito] apenas defendeu-se e defendeu sua família de um agressor, que não media as consequências de seus atos”

A defesa esclareceu que seu cliente está à disposição para se apresentar à Polícia Civil, mas aguarda a decisão do habeas corpus que foi ajuizado.

Ainda segundo a defesa, o suspeito está em um local seguro. “Ele tem essa disposição porque fez para defender a família”, concluiu o escritório Gimenez & Batista Advocacia.

Investigações
A Polícia Civil informou, na tarde desta quarta-feira (18), que o mandado de prisão temporária foi concedido pela Justiça, mas o suspeito ainda não foi localizado.

Um inquérito foi instaurado para apurar o caso. Ainda de acordo com a polícia, o suspeito não possui antecedentes criminais.

MATAHARI


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