Canabidiol pode ajudar no tratamento do Parkinson, reduzindo até os movimentos involuntários

O News Medical lembra que uma grande vantagem do uso do canabidiol, em comparação com a medicação regular para Parkinson, é a possibilidade de uso prolongado, sem restrição.


A maconha (Cannabis sativa) possui compostos ativos que estão sendo testados em várias condições de saúde. O canabidiol é um desses compostos e cientistas acreditam que ele possa ajudar no tratamento da doença de Parkinson.

Como mostra o site americano de notícias de saúde News Medical, a doença de Parkinson é um distúrbio neurodegenerativo causado pela perda de células nervosas em uma parte do cérebro chamada substância negra. A anomalia afeta o nível de dopamina, neurotransmissor que, além de servir como centro de recompensas, também importantes funções do corpo, como memória, movimento, motivação, humor e atenção.

No Parkinson, os movimentos involuntários e o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade estão associados aos níveis de dopamina. A deficiência desse neurotransmissor está associada a tremores, bradicinesia (movimentos lentos), rigidez dos membros, problemas de equilíbrio e instabilidade postural, informa o site especializado.

O canabidiol, comumente conhecido como CBD, é um dos mais de 100 compostos químicos encontrados na maconha, sendo o mais importante, ao lado do THC (delta-9 tetrahidrocanabinol). Esses canabinoides atuam nos receptores do corpo e do cérebro, afetando a forma como as pessoas se sentem, se movem e reagem, explica o News Medical.

Em estudo de revisão (não é de causa e efeito) publicado dia 5 de maio no periódico científico Journal for Nurse Practitioners, cientistas se concentraram em vários aspectos do uso de canabidiol no tratamento da doença de Parkinson.

Uso do CBD contra o Parkinson

Normalmente, produtos contêm com canabidiol possuem menos de 0,3% de THC, para evitar o risco de abuso ou dependência, afirma o site americano. Eles são recomendados para distúrbios neurológicos, dor, insônia, ansiedade, dores de cabeça e depressão nos EUA. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) permite a importação para pacientes autorizados cujas condições de saúde demandem esse tipo de tratamento (por não haver outra opção).

Estudos pré-clínicos já mostraram que o CBD possui propriedades antipsicóticas, anticompulsivas, panicolíticas (controle do pânico), antidepressivas e ansiolíticas. Um ensaio clínico revelou que a administração de 300 mg de canabidiol por dia melhorou a mobilidade, a comunicação, o estado emocional, o desconforto corporal e a comunicação de pacientes com Parkinson em comparação com o tratamento com placebo, revela o News Medical.

Outra pesquisa, feita com cobaias, relatou que o CBD exibiu propriedades neuroprotetoras em pacientes com a doença neurodegenerativa, reduzindo a degeneração nigroestriatal (área de memória de hábitos do cérebro) e as respostas de inflamação nos neurônios. Esse tratamento também melhorou o desempenho motor dos ratos. Além disso, o canabidiol diminuiu a queda nos níveis de dopamina, proporcionou atividade anti-inflamatória e retardou o estresse oxidativo nos animais.

Apesar dos bons resultados, os pesquisadores alertam que o uso de CBD em pacientes imunossuprimidos pode aumentar o risco de perda de peso, de infecção e de anemia. A substância também pode interagir com outros medicamentos.

O News Medical lembra que uma grande vantagem do uso do canabidiol, em comparação com a medicação regular para Parkinson, é a possibilidade de uso prolongado, sem restrição. Porém, existem vários efeitos colaterais associados ao CBD, incluindo tontura, confusão, sonolência e dificuldade de concentração. Ao tomar o composto da maconha, é importante limitar ou evitar o álcool.
 

CACAU SHOW


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