Nova onda BQ.1, subvariante da ômicron, faz aumentar o número de casos de Covid no Brasil

Muitos brasileiros ainda estão com esquema vacinal incompleto.



Muitos brasileiros ainda estão com esquema vacinal incompleto

Com a entrada da nova variante BQ.1 do coronavírus no Brasil, os hospitais voltaram a enfrentar um aumento de internações ao mesmo tempo em que farmácias viram o percentual de testes positivos para a covid disparar. Tudo isso coloca o país em estado de alerta sobre uma possível nova onda da doença.

A BQ.1 foi reportada pela primeira vez no Brasil ainda no mês de outubro, no estado do Amazonas. Desde então, se espalhou pelo território nacional e já tem confirmações em estados como o Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo.

A primeira morte de uma paciente infectada pela nova cepa foi registrada no último dia 8 no estado de São Paulo, sendo uma paciente de 72 anos com comorbidades.

Apesar de ainda não haver um rastreamento específico para casos da BQ.1, a chegada coincide com o aumento de casos registrados. São Paulo registrou na quinta-feira (10) um aumento de quase 56% nas internações por Covid-19 em unidades de tratamento intensivo (UTI) nas últimas duas semanas.

Segundo a Abrafarma (Associação Brasileira de Farmácias e Drogarias), o número de diagnósticos positivos realizados em farmácias aumentou 38% em uma semana.

A BQ.1 já foi responsável por um aumento de casos em regiões como a Europa, China e Estados Unidos. Até a sexta-feira (11), a subvariante já havia sido detectada em 49 países e era responsável por cerca de 15% das infecções pelo vírus no planeta, segundo informações do banco de dados Gisaid, que conta com a colaboração da Organização Mundial Saúde (OMS).

O que é a BQ.1 e quais os riscos?
A subvariante BQ.1 é originária da variante Ômicron do coronavírus. Seus sintomas conhecidos são:

  • Dor de cabeça;
  • Tosse;
  • Febre;
  • Dor de garganta;
  • Cansaço;
  • Perda de olfato e paladar.

A principal característica que difere a Ômciron BQ.1 das outras cepas é o maior escape da proteção contra as vacinas, já que a nova subvariante apresenta mutações em algumas proteínas. Portanto, isso a torna mais transmissível.

As vacinas disponíveis contra a covid-19 ainda tem alta efetividade para o desenvolvimento de casos graves da doença. Portanto, completar o esquema vacinal ainda é extremamente importante.

E como anda a vacinação dos brasileiros?
A nova modalidade do vírus chega em um momento em que muitas pessoas ainda não obtiveram todas as doses da vacina. Além da vacina, especialistas recomendam o uso das já conhecidas táticas para impedir a transmissão do vírus, como o uso de máscaras, e evitar locais com pouca circulação de ar.

 A pandemia vai acabar?

A infectologista explica que a Covid não irá embora. No entanto, reitera que "o vírus está perdendo o seu poder de causar doença grave".

Ela também defende que "estamos muito mais perto do final do que do início ou meio da pandemia." 

O que acontecerá daqui para a frente, diz Rosana, é que teremos novas ondas de casos de tempos em tempos.

“Quanto mais a população estiver imunizada, seja através de vacina ou mesmo quem já teve a Covid, vai ser menor a condição do vírus de encontrar pessoas virgens de anticorpos, virgens de proteção”, orienta.

 Como me proteger?

As vacinas continuam protegendo para as formas graves da doença. No entanto, diferentemente de alguns países, o Brasil ainda não adquiriu vacinas bivalentes, as que contém a cepa original da Covid combinada com a variante ômicron.

Além de se imunizar (inclusive com as doses de reforço), as regras são simples e já estamos cansados de saber: usar máscaras e evitar aglomerações.

ETEC


i7 Notícias i7 Notícias