Secretaria de Saúde alerta: colesterol alto é uma das principais causas de doenças cardiovasculares

Secretaria de Saúde destaca hábitos saudáveis, acompanhamento médico e controle dos fatores de risco para prevenir infartos, AVC e outras doenças cardiovasculares.



As doenças cardiovasculares seguem como a principal causa de morte no Brasil, sendo responsáveis por cerca de 400 mil óbitos por ano, o equivalente a mais de 1.100 mortes por dia, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Diante desse cenário, a Secretaria Municipal de Saúde de Paraguaçu Paulista reforça a importância da prevenção e do controle do colesterol alto, um dos principais fatores de risco para essas enfermidades.

O colesterol é uma gordura essencial para o funcionamento do organismo, desempenhando funções importantes como a formação das células e a produção de hormônios. No entanto, quando seus níveis estão elevados, especialmente o colesterol LDL, conhecido como "mau" colesterol, o risco de problemas cardiovasculares aumenta significativamente.

Enquanto o HDL, chamado de "bom" colesterol, ajuda a remover o excesso de gordura das artérias e transportá-lo ao fígado para eliminação, o LDL faz o caminho inverso, levando o colesterol aos tecidos e favorecendo seu acúmulo nas paredes dos vasos sanguíneos. Esse processo pode provocar obstruções, aumentando as chances de infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC) e outras doenças cardiovasculares.

De acordo com a Secretaria de Saúde, a prevenção está diretamente ligada à adoção de hábitos saudáveis. A orientação é substituir gorduras saturadas, presentes em carnes bovinas, leite e derivados, por gorduras poli-insaturadas encontradas em alimentos como azeite de oliva, atum, óleo de girassol, linhaça e castanhas. A prática regular de atividades físicas, a redução do consumo de bebidas alcoólicas e o controle da ingestão de açúcares também são medidas importantes para manter os níveis de colesterol sob controle.

Nos casos em que o colesterol alto já foi diagnosticado, o tratamento deve ser acompanhado por um médico, que poderá indicar mudanças no estilo de vida e, quando necessário, o uso de medicamentos, como as estatinas, para controlar os níveis da substância no sangue.

A Secretaria também chama a atenção para os grupos que exigem maior acompanhamento, como pessoas com histórico familiar de colesterol elevado, pacientes que fazem uso frequente de medicamentos, portadores de doenças inflamatórias crônicas e doença renal crônica. Nesses casos, o monitoramento periódico dos níveis de colesterol é fundamental, inclusive entre crianças, contribuindo para a prevenção de complicações futuras e para a promoção da saúde cardiovascular.



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