Em Marília, ex-namorado mata mulher asfixiada por dívida de R$ 250


Homem confessou que tampou nariz e boca da vítima, impedindo-a de respirar

 


Maria Rosário da Silva Noronha, 54, foi morta asfixiada pelo namorado por causa de uma dívida de R$ 250
 Foto: Paulo Cansini

 

Uma dívida de R$ 250 terminou com o assassinato da servidora pública federal Maria Rosário da Silva Noronha, 54, no final da manhã de terça-feira (15) no Alto Cafezal, zona oeste de Marília. Autor do crime, seu ex-namorado, o servente de pedreiro Luis Antônio Novaes, 48, foi preso em flagrante.

O homicídio aconteceu por volta das 11h na rua Dom Pedro, onde a vítima morava sozinha. Novaes foi cobrar a dívida e o casal discutiu. Vizinhos ouviram o desentendimento e gritos de socorro e acionaram a Polícia Militar.

Cinco viaturas foram até o local. Durante a verificação, encontraram Maria Rosário inconsciente sobre a cama. Ela estava apenas de calcinha. Bombeiros e socorristas do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) chegaram logo depois e tentaram ressuscitá-la sem sucesso.

O servente, que estava nu deitado ao lado da vítima no momento da chegada dos policiais, inicialmente forneceu nome falso aos policiais e disse que a ex-namorada havia sofrido um infarto.

Pouco depois, socorristas informaram que a morte foi causada por asfixia mecânica e Novaes confessou o assassinato. Disse que tampou nariz e boca da mulher, impedindo-a de respirar. Ele também esclareceu a motivação.

O homem foi indiciado pelo crime de homicídio qualificado e recolhido para a cadeia de Garça. Se condenado, pode pegar até 30 anos de prisão em regime fechado.

O corpo da servidora pública federal, que trabalhava como escrituraria na Delegacia da Receita Federal em Marília, será sepultado hoje (17) em Porto Velho (RO), sua cidade natal.

Com esta morte, a polícia já registra 16 homicídios no ano. Apesar da violência, número é 5,8% menor se comparado ao mesmo período do ano passado, quando haviam ocorrido 17 assassinatos. Em 2010 todo, foram 20 crimes dolosos.

 

Fonte: Jornal Diário de Marília

 



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