Prefeito e secretários de Marília tiram férias enquanto cidade vive abandono


 

Descanso em roteiros nobres inclui até viagem aos Estados Unidos

 

O direito às férias anuais é garantido a todo trabalhador devidamente registrado e contribui para o bom exercício das atribuições. Contudo, quando se trata de cargo eletivo o bom senso deve sempre imperar, mas não é o que vem sendo visto em Marília.

Meio ao caos que a cidade vive, com falta d’água, ruas e avenidas em condições precárias de conservação, obras paralisadas, escândalos sucessivos e todos os outros problemas conhecidos da população, o prefeito Mário Bulgareli e boa parte da equipe de primeiro escalão da administração municipal decidiram bater em retirada e gozar de descanso enquanto o contribuinte sofre para dar conta do dia a dia.

Bulgareli tirou algumas semanas e rumou sentido Búzios, no litoral do Rio de Janeiro. Com seu chefe de gabinete, Nelson Grancieri, afastado pela Justiça por corrupção, e seu vice ocupado com a administração dos negócios e negociatas do Daem, a cidade literalmente está sem comando majoritário no Executivo.

Outro que não perdeu tempo e deu as costas aos problemas do município foi o diretor da Codemar, Rosa Lima. Foi para os Estados Unidos e deixou a companhia nas mãos de ninguém menos que o conhecido - e bastante rejeitado - Hely Bíscaro, que voltou à mídia há alguns meses por sua passagem desastrosa à frente do MAC, marcada por rebaixamentos e pela truculência com jogadores, equipe técnica e meios de comunicação.

Enquanto isso, a operação tapa buracos praticamente inexiste e o motorista é obrigado a arcar com os prejuízos de transitar em vias esburacadas e em situação de abandono.

Quem também aproveitou as festas de final de ano e o início de janeiro no litoral foi o secretário de Obras Públicas, Antônio Carlos Nasraui, o Ninho. No Guarujá até a última sexta-feira, deixou os “pepinos” para sabe-se lá quem resolver em uma das pastas mais importantes da gestão. Teatro Municipal, Ribeirão dos Índios e alça de acesso, para citar apenas algumas das obras empurradas com a barriga, parecem não tirar a tranquilidade de Ninho.

Entra ainda na lista desses que demonstram pouco interesse pelos problemas de Marília o secretário da Assistência Social, Clóvis de Mello. No nordeste há alguns dias não deixou ninguém em seu lugar e aqueles necessitados que procuram a secretaria como resguardo ficam perdidos pela inoperância de uma equipe de boa vontade, mas desorientada.

 

Falta de investimentos é marca da administração

Mesmo com repasses e arrecadação crescentes ano a ano, a gestão de Bulgareli vem sendo marcada pela falta de investimentos mínimos em infraestrutura. Se passaram sete anos e sequer um poço profundo foi perfurado com recursos municipais, ao mesmo tempo que a falta d’água é uma realidade constante para mais de 40 mil marilienses.

Na saúde, alguns poucos postos de saúde construídos e nenhum pronto-atendimento, gerando filas imensas até para exames e consultas simples.

A alça de acesso na zona norte, a barragem Ribeirão dos Índios e o Teatro Municipal fechado há quase três anos são apenas algumas das outras obras esquecidas.

 

 

 

Fonte: Diário de Marília



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