Pai é preso após bebê ser encontrado morto em condomínio de prédios populares em Marília

Homem confessou que vinha batendo inúmeras vezes no filho nas últimas semanas, pois o choro do bebê passou a irritá-lo.



Homem confessou que vinha batendo inúmeras vezes no filho nas últimas semanas, pois o choro do bebê passou a irritá-lo. Ele disse que bateu diversas vezes, com força, na cabeça da vítima, além de ter dado outros golpes pelo corpo do filho

Foi preso o pai do bebê de 6 meses que foi encontrado morto, nesta sexta-feira (1°) em um dos apartamentos do Conjunto Habitacional Paulo Lúcio Nogueira, conhecido como CDHU, em Marília (SP). O caso tinha sido registrado inicialmente como morte suspeita, porém agora é investigado como homicídio.

O homem de 29 anos foi preso em flagrante e indiciado pelo crime de homicídio triplamente qualificado por motivo fútil, tortura e meio que impossibilitou a defesa da vítima. Dorival Soares dos Reis Neto foi detido pela Polícia Militar após ter sido vítima de uma tentativa de linchamento.

De acordo com a polícia, vizinhos ficaram revoltados depois que o bebê foi encontrado morto e começaram a agredir o pai da criança. O Samu foi acionado e confirmou a morte da criança e o corpo foi levado para o Hospital Materno Infantil, onde as agressões foram constatadas.

Em depoimento à Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Dorival confessou que vinha batendo inúmeras vezes no filho nas últimas semanas, pois o choro do bebê passou a irritá-lo. Ainda de acordo com o registro policial, na sexta-feira, o homem disse que bateu diversas vezes, com força, na cabeça da vítima, além de ter dado outros golpes pelo corpo do filho.

Em seguida, ele disse que levou a criança para o chuveiro e depois a deixou deitada de barriga para baixo no berço. O pai relatou ainda que foi ver um filme e só depois voltou para verificar o filho, que não estava respirando.

O Samu foi acionado pela cunhada de Dorival que mora no mesmo conjunto habitacional. A Polícia Civil pediu exames periciais e necroscópico como parte das investigações do caso.

Os investigadores também estiveram no local, mas foram hostilizados e ameaçados pelos moradores, o que inclusive impediu a realização de perícia pela Polícia Científica no apartamento em que a criança morreu.



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