A Prefeitura de Assis exonerou mais dois chefes de departamento que são alvo das investigações da Polícia Civil sobre as ameaças de morte feitas ao vereador Fernando Sirchia (PDT). As exonerações foram publicadas na noite de segunda-feira (13), um dia após a prisão temporária do então secretário municipal de Planejamento, Obras e Serviços, Leandro Gabrigna.
Os servidores Matheus Henrique da Cunha Felício e Wagner Fernando Eugênio Binati, ambos funcionários efetivos que ocupavam cargos de confiança, prestaram depoimento à Polícia Civil na segunda-feira e, após serem liberados, perderam as funções de chefia. Eles permanecem como servidores concursados da administração municipal.
Segundo a Prefeitura de Assis, as exonerações estão diretamente relacionadas às investigações em andamento. Já o ex-secretário Leandro Gabrigna segue preso temporariamente e deverá passar por audiência de custódia. A defesa informou que só irá se manifestar após ter acesso aos autos do processo.
A investigação teve início em março, após o vereador Fernando Sirchia relatar ter sido rendido por um homem armado dentro de sua residência. Conforme o parlamentar, o criminoso afirmou que havia recebido ordem para matar ele e sua esposa, além de exigir que ele "parasse de ser X9 (delator)" e permanecesse em silêncio.
De acordo com a Polícia Civil, a principal linha de investigação aponta para uma possível participação de integrantes do alto escalão da administração municipal no caso, tratado como uma ação de intimidação contra o vereador, e não como um simples roubo.
Na segunda fase da operação, realizada na segunda-feira (13), foram cumpridos dois mandados de prisão temporária e três de busca e apreensão. Celulares e documentos foram recolhidos para perícia. Na primeira etapa da operação, deflagrada em 7 de julho, outros dois mandados de prisão e cinco de busca e apreensão já haviam sido cumpridos.
Fernando Sirchia acredita que as ameaças estejam relacionadas aos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Combustíveis, da qual é presidente. Segundo o vereador, a comissão investiga supostas irregularidades no abastecimento da frota municipal, incluindo registros de abastecimentos que, segundo a apuração, não teriam ocorrido.
O parlamentar afirmou que a investigação identificou situações incompatíveis com os registros oficiais, como veículos em manutenção fora do município aparecendo como abastecidos em Assis e o uso de senhas de motoristas que estariam trabalhando em outros locais ou até mesmo de férias. Conforme Sirchia, os indícios apontam para um esquema que pode ocorrer há vários anos e que motivou a abertura da CPI para aprofundar as investigações.











