Em visita em Assis e Ourinhos, Haddad critica pedágio free flow

Candidato ao governo de SP defendeu revisão de contratos e também falou sobre Sabesp, indústria e seguro rural.


O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, criticou o sistema de pedágio eletrônico free flow durante agenda de campanha realizada nesta quarta-feira (26) nas cidades de Ourinhos e Assis, no interior paulista. Segundo ele, o modelo adotado em algumas rodovias do Estado precisa passar por uma revisão.

Haddad afirmou que o sistema estaria impactando principalmente trabalhadores que utilizam as rodovias com frequência. "O free flow está afetando a vida de muitos trabalhadores do interior. Gente está pagando para trabalhar", declarou.

O candidato também criticou o planejamento para a instalação dos pórticos e defendeu uma revisão dos contratos relacionados ao sistema. O free flow permite a cobrança automática de pedágio por meio de equipamentos eletrônicos, sem a necessidade de praças com cancelas.

Na região, o sistema foi implantado no km 179 da Rodovia Laurentino Mascari (SP-333), entre Itápolis e Taquaritinga. O modelo também está em funcionamento em trechos de outras rodovias paulistas, como a Presidente Dutra, Brigadeiro Faria Lima e Tamoios.

Durante a agenda, Haddad também defendeu a revisão de outros contratos públicos, citando a Sabesp e os serviços relacionados à infraestrutura ferroviária. O candidato afirmou que pretende fortalecer as agências reguladoras estaduais e realizar uma análise criteriosa dos contratos.

A agenda em Assis teve alterações devido à chuva. O encontro previsto na Praça Mello Peixoto e a caminhada pelo centro da cidade foram cancelados, e o candidato conversou com jornalistas em um restaurante.

Indústrias e agricultura

Questionado sobre a saída de grandes indústrias do interior paulista, Haddad apontou a chamada guerra fiscal entre os estados como um dos fatores relacionados à desindustrialização de São Paulo. Segundo ele, a reforma tributária poderá contribuir para reduzir esse cenário e criar condições para uma retomada da atividade industrial.

"Com o fim da guerra fiscal, que é o objetivo número um da reforma tributária, nós vamos ter que nos preparar para reindustrializar o Estado de vários pontos de vista", afirmou.

Haddad também mencionou propostas voltadas ao setor agrícola, entre elas a retomada do seguro rural. O candidato destacou ainda os efeitos do Plano Safra sobre a produção e as exportações brasileiras e defendeu políticas de apoio aos produtores rurais do Estado.

A agenda de campanha faz parte das atividades de Haddad visando às eleições para o governo de São Paulo.



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