Polícia prende quarto suspeito de envolvimento em roubo e ameaças contra vereador de Assis

Operação Veritas Vincit investiga participação de grupo no planejamento do crime; quatro pessoas já foram presas e polícia apura possível ligação do caso com a CPI dos Combustíveis.



Vereador Fernando Sirchia (PDT) - Foto: Câmara Municipal de Assis

A Polícia Civil prendeu, nesta segunda-feira (27), um homem de 31 anos durante a quarta fase da Operação Veritas Vincit, que investiga o roubo e as ameaças de morte contra o vereador Fernando Sirchia (PDT), de Assis. Além do mandado de prisão temporária, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão. Com a nova prisão, chega a quatro o número de investigados detidos por envolvimento no caso.

Segundo a Polícia Civil, o suspeito foi encaminhado para uma unidade prisional da região e permanece à disposição da Justiça. Entre os presos anteriormente está um ex-secretário municipal de Planejamento.

As investigações, que tiveram início após o crime ocorrido em março deste ano, passaram a apurar não apenas o autor da invasão à residência do parlamentar, mas também a possível participação de outras pessoas no planejamento da ação criminosa, no apoio logístico e na tentativa de ocultação de provas.

Durante esta etapa da operação, equipes da Polícia Civil e da Polícia Científica realizaram uma vistoria no Centro de Controle Operacional (CCO), ligado à Secretaria de Governo e Administração de Assis. O objetivo foi verificar a integridade do sistema de videomonitoramento após a identificação de inconsistências em imagens utilizadas na investigação. Quatro aparelhos celulares também foram apreendidos para perícia.

O caso ocorreu quando Fernando Sirchia foi rendido por um homem armado dentro de sua residência. Conforme relato do vereador, o criminoso afirmou ter recebido ordens para matar ele e sua esposa e ainda exigiu que o parlamentar "parasse de ser delator". Dias depois, Sirchia tornou públicas as ameaças durante sessão na Câmara Municipal.

O vereador afirma acreditar que o crime está relacionado à atuação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Combustíveis, da qual é presidente. A comissão investiga supostas irregularidades no abastecimento da frota da Prefeitura de Assis. Segundo Sirchia, foram identificados indícios de abastecimentos registrados oficialmente, mas que não teriam ocorrido na prática, levantando suspeitas de desvio de recursos públicos.

Em nota, a Prefeitura de Assis informou que colabora com as investigações, respeita a autonomia das autoridades responsáveis e reafirma o compromisso com a transparência e a legalidade na administração pública. Já a Câmara Municipal declarou que acompanha o andamento das investigações e mantém postura de respeito à legislação e aos princípios éticos que regem o Poder Legislativo.



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