Um homem suspeito de abusar sexualmente da própria filha, de 14 anos, morreu no Núcleo de Atendimento Referenciado de Assis na madrugada de quarta-feira, 7 de outubro. Ele estava internado em estado grave após se envolver em um acidente de trânsito durante uma tentativa de fuga da Polícia Militar na tarde de terça-feira, 6 de outubro, na cidade de Maracaí. Segundo informações médicas, o paciente sofreu sucessivas paradas cardíacas durante a madrugada e não resistiu aos ferimentos, mesmo após tentativas de reanimação.
A ocorrência policial teve início quando o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) recebeu um chamado informando que a adolescente havia relatado ter sido vítima de violência sexual cometida pelo pai. Na chegada dos policiais ao endereço indicado, o homem deixava a residência em um Chevrolet Cobalt. Ao notar a aproximação da equipe, a jovem correu em direção aos agentes para confirmar a denúncia. O suspeito então acelerou o veículo e fugiu em alta velocidade, desobedecendo aos sinais de parada.
Durante o acompanhamento policial pela via pública, o condutor perdeu o controle do veículo nas proximidades do trevo de acesso à Rodovia Raposo Tavares, colidindo contra o eixo traseiro de um semirreboque e, em seguida, contra o guard-rail. Com a colisão, o automóvel pegou fogo. O motorista foi retirado inconsciente do carro por equipes de resgate da concessionária CART e encaminhado para o hospital em Assis.
Aos policiais e conselheiros tutelares, a adolescente declarou que sofria abusos por parte do pai há cerca de quatro anos e que decidiu denunciar o caso naquele dia. Ela afirmou ainda que o homem tentou fugir ao desconfiar da acionamento policial. A jovem recebeu atendimento especializado na Delegacia Participativa de Assis, acompanhada por uma policial capacitada pelo programa Cabine Lilás, voltado ao acolhimento humanizado de vítimas de violência, além de passar por exames no Instituto Médico Legal (IML).
O caso foi registrado pela Polícia Civil como estupro de vulnerável, com base no artigo 217-A do Código Penal. A Polícia Científica realizou a perícia no local do acidente para apurar as circunstâncias da colisão. Com o óbito do investigado, as autoridades policiais deverão adotar os procedimentos cabíveis em relação ao encerramento do inquérito e às apurações dos fatos.










